Com a aproximação de 2027, varejistas precisam revisar cadastros, produtos e documentos fiscais para evitar impactos financeiros e problemas na cadeia de créditos tributários
A Reforma Tributária está mudando não apenas os impostos pagos pelas empresas, mas também a forma como o varejo precisa organizar suas informações fiscais.
Para os comerciantes, um dos principais pontos de atenção está na qualidade dos cadastros dos produtos e na correta emissão dos documentos fiscais.
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já estabeleceram um cronograma específico para os documentos fiscais eletrônicos. Para o comércio varejista, a NFC-e está diretamente envolvida nessa adaptação, com as novas informações relacionadas ao IBS e à CBS.
O problema pode começar no cadastro do produto
No novo modelo tributário, a informação registrada na nota fiscal ganha ainda mais importância.
Classificação fiscal, tributação do produto, códigos e demais informações precisam estar corretamente parametrizados no sistema da empresa.
Um cadastro incorreto pode gerar reflexos que vão muito além da emissão da nota.
Isso acontece porque o novo sistema tributário aumenta a importância da rastreabilidade das operações e da correta apropriação dos créditos tributários ao longo da cadeia.
Um levantamento divulgado recentemente estima que inconsistências cadastrais e erros em documentos fiscais de fornecedores podem comprometer bilhões de reais em créditos de IBS e CBS para grandes empresas e redes varejistas.
O varejista precisa olhar para toda a cadeia
A preocupação não deve estar apenas dentro da própria loja.
Fornecedores também precisarão estar preparados para emitir documentos fiscais corretamente. Afinal, no novo modelo, a qualidade da informação fiscal de uma empresa pode influenciar diretamente o aproveitamento de créditos por outra empresa da cadeia.
Por isso, o varejo precisa começar a olhar para seus fornecedores, produtos e processos de maneira integrada.