E-commerce cresce no Brasil, mas aumenta o desafio da conciliação financeira

Quem é a Grupo Born

Fundada em 2017 por Eduardo Sousa, a Born nasceu com o propósito de descomplicar a legalização de empresas e oferecer um atendimento realmente próximo. O crescimento veio rápido — junto com clientes que buscavam uma assessoria contábil completa e ágil.



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    O comércio eletrônico continua avançando no Brasil e, junto com o crescimento das vendas, aumenta também a complexidade da gestão financeira das empresas.

    No primeiro semestre de 2026, o e-commerce brasileiro movimentou R$ 208,4 bilhões, uma alta de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. Foram registrados 756,7 milhões de pedidos, crescimento de 34,8%. Os dados são da Confi, por meio da Neotrust e da AfterSale, em parceria com o E-Commerce Brasil.

    Para o segundo semestre, a expectativa divulgada pela Confi Neotrust era de aproximadamente R$ 254 bilhões em faturamento, o que representaria crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Mais canais, mais complexidade

    O crescimento do comércio digital também mudou a rotina financeira dos varejistas.

    Hoje, uma mesma empresa pode vender por meio de sua própria loja virtual, marketplaces e diferentes meios de pagamento. Cada canal pode trabalhar com regras próprias de comissão, taxas, prazos de repasse, antecipação de recebíveis, devoluções e estornos.

    Por isso, o valor da venda registrado no sistema nem sempre é o mesmo valor que aparece no extrato bancário.

    A conciliação financeira precisa conectar diferentes etapas da operação: pedido, venda, nota fiscal, taxas, comissões, devoluções, recebíveis e valor efetivamente depositado.

    Onde está o risco?

    Quando esses dados não são conciliados corretamente, a empresa pode ter dificuldade para identificar divergências entre o que vendeu e o que efetivamente recebeu.

    Também pode perder visibilidade sobre custos de marketplace, taxas de pagamento, antecipações, cancelamentos e devoluções. Em operações com vários canais, isso pode dificultar até mesmo a análise da margem de cada canal de venda.

    Outro ponto importante é que o valor líquido recebido não representa necessariamente o faturamento da empresa. O depósito pode já vir descontado de comissões, tarifas e outros valores relacionados à operação.

    Contabilidade precisa acompanhar a operação

    Nesse cenário, a contabilidade do varejo digital precisa estar integrada à realidade da empresa.

    Não basta olhar somente o extrato bancário ou o relatório de vendas. É necessário cruzar as informações dos diferentes sistemas para entender se os valores estão sendo registrados corretamente e se os recebimentos correspondem às vendas realizadas.

    Para o varejista, isso significa transformar a conciliação financeira em uma ferramenta de gestão, e não apenas em uma rotina operacional.

    Crescer no digital exige controle

    O avanço do e-commerce abre novas oportunidades para o varejo, mas também exige processos financeiros mais estruturados.

    Quanto maior o número de canais de venda, maior a importância de acompanhar de perto faturamento, recebimentos, taxas, estoque, devoluções e margem.

    Vender mais é importante. Saber exatamente quanto cada venda representa

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