A Reforma Tributária ganhou um novo capítulo em julho de 2026, e o dado chama atenção: segundo a Resolução nº 14 do Comitê Gestor do IBS (CGIBS), publicada em 29 de julho, a estimativa mais recente para a alíquota conjunta de IBS e CBS em 2033, quando o novo sistema estiver totalmente implementado, é de 27,91%.
O número representa uma alta em relação à projeção anterior, de 26,5%, feita pela Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária (Sert), do Ministério da Fazenda. E ele coloca o Brasil em uma posição de destaque negativo: a alíquota estimada fica bem acima dos 19,4% registrados, em média, pelos países da OCDE — o grupo que reúne as principais economias desenvolvidas do mundo.
O que isso significa na prática?
É importante lembrar que esse percentual ainda não é definitivo. Ele reflete uma estimativa baseada no comportamento da arrecadação até aqui e pode ser ajustado nos próximos anos, à medida que a transição avança. Mas o sinal é claro: o novo modelo de tributação sobre o consumo, que substitui tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins, tende a consolidar uma carga elevada sobre bens e serviços.
Para 2026, o cenário ainda é de teste: a alíquota cobrada é simbólica, de apenas 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), com o objetivo de preparar empresas e sistemas fiscais para a nova realidade. O aumento gradual até a alíquota cheia acontece ao longo da transição, que vai até 2033.
Por que isso importa para o seu negócio
Uma carga tributária mais alta sobre o consumo impacta diretamente o preço final de produtos e serviços, a margem de lucro e o planejamento financeiro das empresas — especialmente das pequenas e médias, que sentem esse peso de forma mais direta no caixa.
Acompanhar de perto essas mudanças, entender como elas afetam o seu setor específico e se planejar com antecedência faz toda a diferença para atravessar essa transição sem sustos.
Quer entender como a Reforma Tributária vai impactar o seu negócio nos próximos anos? Fala com a gente.