Split Payment: por que o varejo precisa se preparar para uma pressão maior no caixa

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Fundada em 2017 por Eduardo Sousa, a Born nasceu com o propósito de descomplicar a legalização de empresas e oferecer um atendimento realmente próximo. O crescimento veio rápido — junto com clientes que buscavam uma assessoria contábil completa e ágil.



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    Uma nova rodada de alertas de contadores e advogados tributaristas reforça algo que o varejo não pode ignorar: o Split Payment, um dos mecanismos mais disruptivos da Reforma Tributária, tende a expor a fragilidade financeira de muitas empresas — principalmente as pequenas e médias.

    O que é, de novo, o Split Payment

    Na prática, é o sistema de pagamentos (bancos, Pix, boleto, cartões) que passa a segregar e recolher automaticamente o IBS e a CBS no exato momento em que a venda é liquidada — antes mesmo de o valor líquido cair na conta do lojista.

    Ou seja: o dinheiro do imposto nunca chega a entrar no caixa da empresa. Ele já sai retido.

    Por que isso preocupa tanto o varejo

    O modelo elimina o que hoje é, na prática, um “capital de giro tributário”: o intervalo de tempo entre receber pela venda e pagar o imposto — período em que muitos varejistas usam esse dinheiro para girar o negócio.

    Com o Split Payment:

    • O caixa disponível no dia a dia diminui, porque parte do valor da venda nunca chega a entrar;
    • Negócios que dependem de antecipação de recebíveis (comum no varejo e no e-commerce) sentem o impacto primeiro;
    • A gestão financeira precisa se adaptar a uma rotina com menos “colchão” de caixa.

    Não é para amanhã, mas também não dá para ignorar

    O cronograma ainda dá um respiro: 2026 é ano de teste operacional, com alíquota simbólica de 1%. A implantação efetiva da CBS acontece em 2027, e o IBS segue uma transição mais longa. Ainda assim, o alerta de quem já está estudando o mecanismo é claro: quem esperar 2027 para começar a se organizar corre o risco de ser pego de surpresa.

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