Como precificar seus produtos no novo modelo tributário: guia prático para o varejo

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Fundada em 2017 por Eduardo Sousa, a Born nasceu com o propósito de descomplicar a legalização de empresas e oferecer um atendimento realmente próximo. O crescimento veio rápido — junto com clientes que buscavam uma assessoria contábil completa e ágil.



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    A Reforma Tributária está mudando a forma como impostos entram no preço final dos produtos — e quem trabalha com varejo precisa começar a se preparar desde já. Com a chegada da CBS (federal) e do IBS (estadual/municipal), o modelo de “por dentro” que conhecemos hoje vai dar lugar a um sistema mais transparente, mas que exige ajustes na forma de calcular margens e preços.

    O que muda na prática

    Hoje, boa parte dos tributos está embutida no preço sem grande visibilidade para o consumidor. Com CBS e IBS, o novo modelo caminha para maior clareza: o valor do imposto tende a aparecer de forma mais destacada na nota fiscal, seguindo o modelo de “imposto por fora” usado em vários países. Isso significa que a forma como você calcula sua margem de lucro precisa ser revista.

    Passo a passo para repensar sua precificação

    1. Mapeie seus custos reais — Separe claramente custo de mercadoria, despesas operacionais e a carga tributária que incidirá sobre cada produto no novo sistema.
    2. Entenda o conceito de “não cumulatividade plena” — Diferente do sistema atual, CBS e IBS permitem crédito integral sobre praticamente todas as compras da empresa, incluindo bens de uso e consumo. Isso pode reduzir o custo tributário líquido — e precisa entrar na conta.
    3. Refaça a planilha de formação de preço — Inclua uma linha específica para CBS/IBS destacados, e não apenas um “índice” aproximado como muitos usam hoje.
    4. Simule cenários por categoria de produto — Alíquotas podem variar conforme o setor (alguns produtos têm regimes diferenciados). Vale simular o impacto item a item, não só no geral do negócio.
    5. Ajuste aos poucos, não de uma vez — Como a transição é gradual até 2033, o ideal é ir testando o novo cálculo em paralelo ao sistema atual, para não ter surpresas quando a mudança for total.

    Por que agir agora

    Quem só for pensar nisso perto da mudança corre o risco de precificar errado, perder margem ou repassar custo demais ao cliente de forma desorganizada. Reprecificar com planejamento evita prejuízo — e ainda passa mais confiança para quem compra.

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