Split Payment: o que muda no caixa do seu comércio a partir de 2026

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Fundada em 2017 por Eduardo Sousa, a Born nasceu com o propósito de descomplicar a legalização de empresas e oferecer um atendimento realmente próximo. O crescimento veio rápido — junto com clientes que buscavam uma assessoria contábil completa e ágil.



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    A Reforma Tributária entrou em uma nova fase — e ela mexe diretamente com o dinheiro que entra no caixa da sua loja. Estamos falando do Split Payment, o mecanismo que vai mudar a forma como os impostos são recolhidos em cada venda.

    O que é o Split Payment?

    Hoje, quando um cliente compra na sua loja, o valor total entra no seu caixa e, só depois, você separa e recolhe os impostos. Com o Split Payment, isso muda: no momento em que o pagamento é processado (Pix, cartão, boleto ou TED), o sistema bancário já separa automaticamente a parte referente aos tributos (CBS e IBS) e envia direto para o governo. Na sua conta, cai apenas o valor líquido da venda.

    Existem dois modelos previstos para o varejo:

    • Split Payment Simplificado: pensado para o varejo físico, com uma alíquota fixa aplicada direto na maquininha ou na chave Pix, com ajuste posterior na apuração mensal.
    • Split Payment Inteligente: mais voltado a operações entre empresas, calcula o imposto considerando os créditos tributários da operação.

    Qual é o cronograma?

    • 2026: ano de testes, com alíquota simbólica (0,9% de CBS + 0,1% de IBS), sem impacto real no caixa ainda.
    • 2027: início da cobrança efetiva para operações entre empresas (B2B).
    • Até 2033: expansão gradual para o varejo, junto com a extinção definitiva do ICMS e do ISS.

    Ou seja: o modelo ainda está em fase de ajuste, mas o relógio já está correndo — e quem se planeja com antecedência sai na frente.

    Por que isso importa para o seu negócio?

    Muitos lojistas usam o prazo entre a venda e o recolhimento do imposto como uma espécie de capital de giro informal. Com o Split Payment, essa margem desaparece: o dinheiro do imposto nunca chega a passar pela sua conta. Isso exige um olhar mais atento para:

    • Fluxo de caixa: planejar o negócio já considerando que vai receber o valor líquido, não o valor bruto da venda.
    • Precificação: revisar margens com base na nova dinâmica de recebimento.
    • Sistemas de gestão: garantir que seu ERP e meios de pagamento estejam preparados para as integrações que virão.

    O que fazer agora

    O ano de 2026 é o momento ideal para se antecipar, já que a cobrança ainda é simbólica. Reveja seus controles financeiros, entenda como a mudança vai impactar seu capital de giro e conte com uma contabilidade que acompanhe de perto cada etapa da regulamentação.

    Ficou com dúvidas sobre como o Split Payment vai impactar o seu negócio? Fala com a gente.

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